Engenharia genetica

Trabalho de biologia proposto pelo docente José Salsa, com o interesse de nos dar a conhecer e de poder também informar outros cibernautas sobre este tema, principalmente abordando os assuntos éticos e sociais que a engenharia genética acarreta. Bem vindo ao mundo, onde os sonhos e os maiores medos são realidades!

sábado, fevereiro 25, 2006

ética-engenharia genética



Pela sua natureza, o desenvolvimento da engenharia genética convive com problemas legislativos e éticos. Um dos principais factores que exigem um controlo estreito da sociedade organizada, e tem gerado polémicas ético-morais, é a manipulação da herança genética de seres vivos tendo em vista a eugenia ( é o conjunto das técnicas aplicadas para a melhora genética da espécie humana. Utilizando-se o sistema de interferência na conformação genética de plantas e animais, foi possível melhorar o seu rendimento para consumo humano. Logo, também é possível alterar a conformação humana através das mesmas técnicas.), ou seja, a de depuração da espécie, ou das raças com a finalidade de criar uma espécie, ou raça nova por meios não naturais. Um exemplo típico seriam as mutações controladas, que em determinado momento podem fugir a este controlo e resultar na obtenção de microrganismos, ou mesmo organismos com características inexistentes e desconhecidas, como a capacidade de produzir toxinas ou doenças ou ainda bactérias com resistência a antibioticos, entre outros.
Em 1993 os pesquisadores
Robert Stillman e Jerry Hall da Universidade George Washington realizaram a primeira clonagem de embriões humanos. Embora a experiência não tenha sido finalizada, houve protestos por todo o mundo. Este facto por si só, criou implicações religiosas e morais. Estas levaram à necessidade de uma regulamentação rígida das pesquisas com embriões humanos. A finalidade é evitar o uso de técnicas de engenharia genética cujo objectivo pode ser a alteração permanente do fenótipo da espécie. Além disso, as técnicas de clonagem podem ser utilizadas para copiar artificialmente indivíduos que apresentem genótipos considerados óptimos para determinados fins (militares, ou mesmo olímpicos por exemplo, com a criação de uma super-raça humana).