Engenharia genetica

Trabalho de biologia proposto pelo docente José Salsa, com o interesse de nos dar a conhecer e de poder também informar outros cibernautas sobre este tema, principalmente abordando os assuntos éticos e sociais que a engenharia genética acarreta. Bem vindo ao mundo, onde os sonhos e os maiores medos são realidades!

sexta-feira, março 24, 2006

Os avanços da genética são um perigo para a família?


A ordem institucional vai correr atrás da natureza transformada pelo homem. Práticas chocantes para os nossos avós já foram banalizados na Medicina comercial, como a venda de espermatozóides em bancos de sêmen, a inseminação artificial, a fertilização in vitro. Estudiosos como o economista americano Jeremy Rifkin e o filósofo brasileiro Laymert Garcia dos Santos apontam, cada um a seu modo, para ruptura da civilização. "Devemos lembrar que o alicerce da civilização humana funda-se na união do homem e da mulher na família, no parentesco e na ordem social extensa", disse Rifkin, inimigo declarado da engenharia genética. "A ruptura da ordem biológica é, também, a ruptura da ordem civilizacional", afirmou Garcia dos Santos, da Universidade de Campinas.
Nesse campo maternal, um dos encantos da clonagem da ovelha Dolly é que a célula somática (não sexual) extraída da glândula mamária que lhe deu origem transformou-se em célula reprodutora - portanto, Dolly não tem pai. Isso abre caminho para estonteantes batalhas éticas e judiciais.
Uma mulher sem filhos e sem marido poderá fazer uma autoclonagem - recebe um embrião fertilizado com as próprias células e dá à luz um bebé que também é ela mesma.
Duas mulheres que queiram ter um filho juntas poderão dispensar definitivamente os homens: o núcleo da célula de uma delas (no papel simbólico do macho) seria introduzido num óvulo sem núcleo da outra (no papel de fêmea), e ambas gerariam um filho com material genético do casal. Sobreviria um "pandemónio" quando elas fossem aos tribunais defender o direito de escrever na certidão de nascimento do bebé: "Mãe: Isabel. Pai: Margarete" .
Isso pode ser chocante hoje. Mas cedo poderemos acostumar-nos, com tais factos. Em 1975, data do primeiro bebé de proveta, o chocante era imaginar que um embrião formado a partir do espermatozóide e do óvulo de cônjuges casados no religioso pudesse ser implantado no útero de uma mãe de aluguer. Houve debates morais e jurídicos, rejeições (a Igreja Católica condena), mas a gravidez manipulada virou rotina, talvez porque aponte para o triunfo da vida tal como a conhecemos.
Na contramão, a ciência pode ser usada contra o livre arbítrio da família. Raul Billings, geneticista no Centro Médico dos Veteranos em Palo Alto, nos Estados Unidos, contou à revista inglesa The Economist a história de uma família que já tinha um filho com fibrose cística e soube, num teste de DNA, que o segundo bebé a caminho também iria desenvolver a doença, mas decidiu ter a criança. O seguro avisou que excluiria a família inteira do plano de saúde e só recuou quando foi ameaçado de processo. O bebé nasceu condenado a ter obstrução do pâncreas e infecções do fígado, e a morrer na infância. Mas a família preferiu usar a ciência para saber e a ética para decidir.

proveniente da revista "superinteressante"

1 Comments:

  • At 1:03 da tarde, Anonymous dri said…

    ola! Saber que ha possibilidades em ter um filho com a minha companheira é de facto a melhor noticia que tive nos ultimos tempos.
    Obrigada por haver pessoas como você que acredita no ser humano e não "estranha" ou ridiculariza quando duas pessoas que se amam desejam amar outro ser...
    Um abraço!

     

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